A canção

(...)
Sozinho o cantor não faz uma canção, tem de haver alguém a ouvir:
Um homem abre a sua garganta para cantar, o outro canta no seu pensamento.
Só quando as ondas invadem a praia produzem um harmonioso som;
Só quando a brisa toca os bosques ouvimos um sussurro nas folhas.
Só com o casamento de duas forças a música se eleva no mundo.
Onde não existe amor, onde os ouvintes são mudos, nunca poderá haver uma canção.
Tagore, Canção interrompida.

6 Comments:
este é muito bonito
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olha que engraçado, não resisto a espalhar isto:
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1270836&idCanal=35
Sílvia, olha lá uma coisa:
- o raio verde só se vê mesmo bem quando é assim: está lá uma nuvem no horizonte, mas faz uma nesga descoberta com a linha do horizonte; o sol vermelho-cor-laranja passa por lá e pimba, a nuvem flasha verde e no rebordo é mesmo verde-alface e às tantas faz um raio
- também já vi sem nuvem, mas aí a pain nos olhos era tão in, que já não sei se era disso
Depois o raio verde fica connosco, quiça para sempre, isso já não sei, sei que vai que não vai vem visitar-me antes de adormecer
Sempre pensei que o movimento daqueles povos tivesse sido feito em sentido inverso ao noticiado no Público. Sou muito ignorante!
Olha, eu nunca vi, literalmente, o "raio verde", quer na aurora ou no ocaso. Mas tenho um conceito muito pessoal dessa visão, que me acompanha e ajuda nesta aventura pela terra.
... mas toda a gente "normal" pensava que tinha sido como tu pensavas, e eu, mas olha que faz todo o sentido pensar-se que o berço da cultura celta até pode ter sido no Alentejo, pelos menhires que lá há, se não conheces vai um dia a Monsaraz e arredores, e em Lisboa podes ver no museu de Arqueologia nos Jerónimos a espantosa colecção de torques de ouro celtas (na sala do tesouro).
vou xonar, fica bem
Conheço pois, até lecciono essa matéria na História da Arte, mas...
mas?
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